domingo, 11 de agosto de 2013

(semi)Vida.



Já não dói mais.
O futuro está em minhas mãos.
Quanto tempo faz?
Eu nem lembro a sensação.

Não existe mais nada.
Nem mesmo agonia.
Não existe vontade.
Apenas anestesia;

Prefiro a colisão...
ou a angustia da saudade.
Ao menos deixa a sensação....
de ainda termos finalidade


Eu não sei se é vitória.
Toda essa estrada percorrida
Prefiro que rasguem  meu peito .
A viver de meia vida.

A dor de ensina a lutar.
Feito um tapa no rosto.
Fenix nasce pra incendiar.
Não pra viver em mundo morno

Me tira do torpor
Me ensina a renascer
Faz desse peito tambor
Que desaprendeu a bater.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Medo de tinta.

Medo de tinta.

 Derrotaram o amor.
Com um direto no queixo
Quem te protege gritou:
"Ficam suspensos os beijos"

Tudo por conta da tinta
E de um rasgar de orelhas.
Pra defender familia
Pra proteger as certezas

Mas vejam só que ironia
Aquele mundo era cinza.
Ele não tinha sabor
Pois lhe faltava utopia
Então temia a cor.