domingo, 2 de março de 2014

Se 2014 fosse uma poesia pt2



De tanto pedir 2014 se fez poesia.
Trazendo calor pros dias.
Alegria em forma que não se sabia que existia.

Faz do mais trivial alegria.
Poesia que tira os pés dos chão.
Trazendo luz, onde a escuridão permanecia.
Beijo abraço, tesão sorriso aperto paixão.

Poesia que emana calor
E riso sem motivo.
poesia que trouxe sabor
E fez dos dias delirio.

Mas toda poesia que se prese tem que ter tristeza
A saudade , ó musa inspiradora.
Pois poesia não é só leveza
É o querer os dias de outróra
É saber onde chegar
 sem ter pra onde ir
É querer o teu passado e o que está por vir.

Seja este ou o sentimento inverso
Ainda esta tudo bem.
Se sorrio ao lembrar
E ainda transformo os dias em versos
E quem diria
2014 virou poema como dizia a profecia

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Fragmento sobre saudade, e títulos roubados

A ausência   as vezes é mais presente que própria presença, em cada canto vazio do meu quarto,em cada por do sol  e nascer dele,em cada passo na areia, em cada possibilidade não realizada,está lá, a ausência ironicamente presente, e a saudade me consome.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Içar vela e levantar ancora.

                                                                   
Içar velas novamente e navegar, sem medo do naufrágio, reparamos os estragos que as ondas causaram.Erros de navegação paradas em ilhas inóspitas, mas no fim sobreviveu-se, uma parte da tripulação se perdeu mas a que restou voltou mais forte e experiente.O mar volta a ficar belo e a viagem volta a ser em area desconhecida, dessa vez sem ancorar em ilha alguma, com um novo navegador, encontrado perdido e machucado por outras ilhas, decidimos navegar juntos.Pra onde vamos? não sei.Mas sei que a escolha é toda nossa e isso me traz confiança.navegar até o mundo se dobrar e descobrir no horizonte aquilo que não conhecemos mas almejamos.
"In all seas we sail if faith", diz a tatuagem do velho marujo, e assim o faz confiando no novo companheiro no vento e principalmente no poder que eles tem de determinar suas próprias rotas (juntos)
Deus é o farol a vida é um navio e quem tripula o barco é responsabilidade nossa, que tenhamos medo do naufrágio, mas que isso nunca nos impeça de navegar


S"hips dont sink if they have wind in their sails"

domingo, 29 de dezembro de 2013

Crer-sendo.



Voltar a escrever, porque é injusto escrever só sobre o que causa dor e inquieta, escrever para agradecer e perceber que  2013 se despede encerrando ciclos e obviamente trazendo novos.
 O entendimento que na verdade o calendário não é quem, determina por si só esses reinícios, mesmo que ele ainda os influenciem, a poucos meses da minha formatura eu entendo que nela se encerra esse grande ciclo de entendimento da minha missão nesse mundo. Sendo forjado por todos esses anos por uma serie de pequenos detalhes, de estilhaços e explosões de tristezas,  gratidões de companheiros e exemplos do que não quero ser. Somos todos sujeitos inacabados como diria Freire, mas ao que parece um "estalo" se deu e eu entendo o porquê de todo esse caminho percorrido, a loucura de que nossas maiores habilidades podem surgir justamente diante das  maiores adversidades.
 Sendo assim o peito já não parece mais ter a inquietação de outrora, a capacidade de distinguir quem soma, muito além das aparências, torna as pessoas que mantemos por perto muito mais encantadoras, e aqueles que não nos fazem bem apenas afastamos sem culto ao ódio, restringindo o combate apenas as ideias.
 Sempre achei que nós morríamos e renascíamos espiritualmente ao longo da vida, hoje acho a metáfora menos verdadeira e na verdade nós nos mutilamos ao longo da vida e como um réptil o espirito cresce de novo mas cresce com algumas cicatrizes pra não esquecermos o que causou aquele ferimento, já achei que devamos nos tornar fortes e hoje entendo que a força reside na tranquilidade de saber quando endurecer e quando afagar, como disse o Che "Endurecer sem perder a ternura, jamais".
 Agradeço hoje a vida pelas pessoas que trouxe, por todas elas, agradeço pelas peleias e pelo aprendizado o que assusta é ter a sensação de que tudo isso foi um grande treinamento que tinha como função de criar esse entendimento das coisas e fortalecer nossos ombros e articulações, muito provavelmente pras batalhas que vão vir a partir de agora,

"Irremediavelmente utópicxs
Energeticamente apaixonadxs
Experientemente maliciosxs
Ilogicamente crentes
Teoricamente amparadxs
Sigamos!"


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Decepção velada.

Há boatos que olhar pra dentro é arriscado, e capaz de nos fazer enlouquecer,pensamento sentimento e atitude em comunhão é raridade, principalmente quando  a sociedade parece se contradizer a todo momento, e afinal de contas nós somos reflexos do que e da onde vivemos, captando e devolvendo com distorções o que nos cerca, e o que queremos ser. Mesmo com a contradição inerente pegamos meia duzia de dogmas e os seguimos, ou melhor alguns de nós pegam "nortes" dogmas são engessados por demais.E daqui a pouco muito dos valores que serviam não servem mais, o grande problema é que as vezes achamos encontrar em outras pessoas esses valores semelhantes.
  É dai que surge a idealização, vinda das palavras disparadas velozmente, palavras são levianas e traidoras pois não se sustentam por si só, sem a praticas elas são meros enfeites, mesmo sabendo da nossa contradição inerente, que uma hora ou outra  irá emergir , nós mesmo assim cremos nas palavras e ai decepção nos acerta galopante a têmpora, mesmo sabendo que ela viria seu golpe ainda sim nos tira o chão.
 Por um mundo com menos promessas e mais vida, menos redes sociais que são apenas palavras e mais toques abraços e tombos. As palavras são importantes assim como as promessas pra que a prática se concretize mas hoje em dia tudo está tão digitado que a banalização da palavra lhe tira a força e quem ainda insiste em crer nela acaba uma hora ou outra por ser golpeado pelo descompromisso daqueles que não entendem a força das palavras.

(Testado postado em rede social e cheio de palavras de quem anda com vontade de vida e é uma contradição ambulante)

domingo, 11 de agosto de 2013

(semi)Vida.



Já não dói mais.
O futuro está em minhas mãos.
Quanto tempo faz?
Eu nem lembro a sensação.

Não existe mais nada.
Nem mesmo agonia.
Não existe vontade.
Apenas anestesia;

Prefiro a colisão...
ou a angustia da saudade.
Ao menos deixa a sensação....
de ainda termos finalidade


Eu não sei se é vitória.
Toda essa estrada percorrida
Prefiro que rasguem  meu peito .
A viver de meia vida.

A dor de ensina a lutar.
Feito um tapa no rosto.
Fenix nasce pra incendiar.
Não pra viver em mundo morno

Me tira do torpor
Me ensina a renascer
Faz desse peito tambor
Que desaprendeu a bater.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Medo de tinta.

Medo de tinta.

 Derrotaram o amor.
Com um direto no queixo
Quem te protege gritou:
"Ficam suspensos os beijos"

Tudo por conta da tinta
E de um rasgar de orelhas.
Pra defender familia
Pra proteger as certezas

Mas vejam só que ironia
Aquele mundo era cinza.
Ele não tinha sabor
Pois lhe faltava utopia
Então temia a cor.